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Os nossos olhos são o espelho da nossa alma, não mentem, reproduzem sempre os pormenores mais íntimos dos nossos sentimentos. O Espelho da Alma é um espaço onde se pretende reproduzir em poesia um manifesto desses sentimentos do autor. Tu! Que aqui passaste, considera-te bem vindo e volta sempre.

quarta-feira, 13 de abril de 2011


Interstício para EXU



Sucedem-se tortuosos os dias em que a insónia avulta,
Ocultam-se fantasmas, vultos, que sombrios amofinam o repouso.
O temor inquieta a alma, temerosa pela afronta que insulta
O rodopio desses vultos, aos quais nem um olhar eu ouso.


Cismo!... Será sonho? Ou serão ventos de uma sina oculta?
Este turbilhão que me envolve e parece que o faz por gozo?
Surge sem se anunciar, gritando!... (Parece que exulta)
Ao pressentir na minha alma este aperto doloroso.


Sinto-me finalmente adormecer, será acaso ou apenas sorte?
O silêncio é entrecortado por silvos, brados do meu viver
E não serão certamente ecos dos arautos obscuros da morte...


Pois esses virão sem se anunciar (nem quererão saber!)
Chegarão como um sopro, num iníquo e ignomioso deporte
Que exumará ao definhado corpo a execução do seu querer.


Luís

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